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A reforma tributária introduzida pela Emenda Constitucional 132/2023 traz mudanças profundas no sistema de consumo brasileiro, e embora o Simples Nacional tenha sido mantido como um regime diferenciado, o impacto para as empresas que nele permanecem será significativo.
O empresário precisa entender a dinâmica de créditos tributários, que mudará a forma como o mercado enxerga os fornecedores do Simples Nacional.
O Novo Cenário: IBS e CBS
A substituição dos tributos atuais (PIS, COFINS, ICMS e ISS) pelo IVA Dual — composto pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) — altera a lógica de "não cumulatividade".
O Dilema do Crédito para o Comprador
Hoje, quando uma empresa do Lucro Real compra de uma empresa do Simples Nacional, ela geralmente aproveita um crédito de PIS/COFINS e uma parcela do ICMS. Com a reforma, a regra muda:
Como as empresas compradoras vão lidar com isso?
O mercado deve se comportar de três maneiras principais em relação aos fornecedores do Simples Nacional:
1. Pressão por Redução de Preços
Para compensar o crédito menor que receberão, muitos compradores podem exigir que o fornecedor do Simples Nacional reduza seu preço de venda. A lógica do comprador será: "Se eu não recebo o crédito cheio, meu custo efetivo aumentou, logo, você precisa baixar o preço para manter nossa parceria".
2. A Opção pelo Recolhimento "Por Fora"
A reforma permite que a empresa do Simples Nacional opte por recolher o IBS e a CBS pelo regime regular (sistema de débitos e créditos), pagando apenas os demais tributos (IRPJ, CSLL, CPP) pelo DAS.
3. Substituição de Fornecedores
Em setores onde a margem é muito apertada e o crédito tributário é vital, pode haver um movimento de substituição. Grandes empresas podem priorizar fornecedores que estejam no Lucro Presumido ou Lucro Real para garantir o aproveitamento máximo do IVA.
O Papel Estratégico do Empresário
Para não perder espaço no mercado, o empresário que está no Simples Nacional precisa, com o apoio de sua contabilidade, realizar um Planejamento Tributário Híbrido:
Nota de Atenção: A transição será gradual. O novo sistema começará a ser testado em 2026, com implementação plena apenas em 2033. No entanto, os contratos de longo prazo e o planejamento de investimentos já devem considerar essas variáveis hoje.
Para uma análise específica do impacto da Reforma Tributária no seu CNPJ, consulte o nosso time.
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